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Nós, os autores do presente trabalho, nos consideramos esquisadores profissionais. Não cabe relatar aqui o histórico de nossas atividades profissionais, apenas indicar alguns traços que definem a perspectiva na qual se escreve este texto. Na década dos oitenta estávamos dedicados à geração de conhecimentos. Compartilhávamos essa tarefa com uma série de colegas latino-americanos, da Argentina e de outros países da região, com quem trocávamos trabalhos e reflexões. De outro lado, alternávamos a tarefa de pesquisa com a de formação, no nível de pós-graduação. A imensa maioria de nós havia sido excluída das universidades nacionais pelos governos militares. Trabalhávamos nas sedes da Argentina e do Equador da FLACSO (Faculdade Latino-americana de Ciências Sociais), um dos novos centros de produção e stribuição de conhecimento sobre a sociedade e o Estado na região, com características peculiares em relação às universidades: ausência ou escassez de financiamento regular para o pagamento de salários, funcionamento centrado na execução de programas e projetos de pesquisa e de ensino, forte ligação com os circuitos internacionais de produção de conhecimento, progressiva orientação para pesquisa direcionada para a informação de tomada de decisões, pretensões de pluralismo e excelência acadêmica.